É visto o fim, o trabalho foi distribuído e foi conseguido fazer. A ideia a uns transpareceu, a outros não – desequilíbrios – e o que deles advém.
Desequilíbrios vários:
Entre céu, terra e mar; entre alturas; entre o barulho ensurdecedor dos carros e a calmaria dos pássaros; das linhas; do tudo e do nada, num pequeno espaço.
Tudo circulou e rondou esse tema, entre palavras esgotantes em livros inacabáveis. As passagem, em meu entender, foi o menos bem conseguido… no entanto, cada “estação” tinha a sua magia e o seu encanto, construídas por pequenos grupos. A mim, pessoalmente, incumbiram-me de embelezar, juntamente com Ana Soares, a porta principal da capela, e também com Catarina Ribeiro a primeira estação, na primeira abordagem ao publico, o que de certo nos deixava nervosas. Num clima nostálgico, por ser o ultimo dos nossos trabalhos juntos, fomos conseguindo juntar cada peça, daquele puzzle descoberto pela Eva. Haveriam então oito pontos chave no trabalho. O que mais gostei de concretizar foram os pilares, pelo incerto que os caracterizava, e as namoradeiras – dos pontos que não os meus.
A nostalgia instalou-se, assim como o frio, mas tudo correu de acordo com o normal, tirando algumas quedas, ou chamar-lhe-emos recaídas! As pessoas que nos viram, e que contemplaram o nosso trabalho variavam na opinião, uns percebiam pouco do que se passara, outros custavas-lhe relacionar. Mas havia um factor comum: a beleza do trabalho estava presente
Pensou-se: conseguimos!
E conseguimos de facto, com altos e baixos, com frio uns dias e um calor insuportável noutros, não fosse a vida, e o nosso trabalho, viver de desequilíbrios.
Sem comentários:
Enviar um comentário